Categoria: Uncategorized

  • Desenvolvimento pessoal e profissional no programa de Jovem Aprendiz da Eco Caminhos

    Desenvolvimento pessoal e profissional no programa de Jovem Aprendiz da Eco Caminhos

    A Eco Caminhos realiza uma missão social voltada à capacitação e aprendizagem de jovens brasileiros de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social e, diante dessa proposta, possui o projeto de Jovem Aprendiz. Atualmente, moram e trabalham na ecofazenda dois rapazes nesse programa: Marcelino e Cleiton.

    Os jovens mostram motivação e são instruídos nas diversas áreas de atuação da ecofazenda, como: bioconstrução, agrofloresta e agricultura orgânica. Além de estarem aprendendo a viver em comunidade e seguindo os fundamentos da permacultura. Aqueles que precisam terminar os seus estudos, são matriculados e conciliam o trabalho com as tarefas escolares.

    Workshop com jovens aprendizes sobre aprendizagem em agricultura

    Experiência e Aprendizagem

    O programa é completo, não só como uma oportunidade de aprendizado nessas áreas, mas também no crescimento pessoal. Cleiton já esteve na fazenda anteriormente, porém foi desligado devido ao comportamento e a falta de motivação. Pediu uma segunda chance e agora, determinado a crescer pessoal e profissionalmente, ele aperfeiçoou os conhecimentos adquiridos na estadia anterior e conseguiu um trabalho remunerado como assistente de bioconstrução em uma obra projetada pela Eco Caminhos.

    Jovens aprendizes aprendizagem em peneirar

    Aprender a conviver com pessoas de todo o mundo aumenta o conhecimento de novas culturas, senso de desenvolvimento comunitário, se tornando parte de uma equipe e tirando o foco individual, e no desenvolvimento de responsabilidades e de habilidades nas tarefas caseiras. Como o Marcelino, que aprimorou o gosto pela agricultura orgânica e estudou sobre a implementação de uma agrofloresta, além de aprender a cozinhar, para si e para todos que habitam aqui, e melhorar na comunicação a partir da convivência com diversas pessoas.

    Jovem Aprendiz aprendizagem cortando bananeira

    A Eco Caminhos acredita no desenvolvimento pessoal daqueles que entram em contato direto com a natureza, aprendem a importância da agricultura orgânica e da construção natural. Durante os primeiros seis meses do ano de 2020, outro rapaz participou do programa e se desenvolveu muito na área de agrofloresta e na implementação de sistemas de irrigação. Além disso, agregou conhecimento em inglês, devido às aulas de inglês que organizamos na fazenda, e melhorou no convívio social. Porém, é essencial que o jovem esteja aberto a aprender e ter motivação e, na falta dessas características, solicitamos que se retire da fazenda.

    Mais benefícios do Programa

    Jovens Aprendizes aprendizagem na ecofazenda

    Os rapazes possuem acomodação, alimentação, aprendizado completo e uma ajuda de custo de R$400,00, para auxiliar os familiares, no transporte e em seus projetos pessoais. A Eco Caminhos incentiva o crescimento pessoal e profissional de pessoas que necessitam e acredita que a educação é a melhor maneira de melhorar de vida e criar uma sociedade mais igualitária e segura.

  • Eco Caminhos traz o estilo de vida como solução em momentos de crise e adversidades mundiais

    Eco Caminhos traz o estilo de vida como solução em momentos de crise e adversidades mundiais

    Membros da Eco Caminhos ressaltam o como a vida numa fazenda autossuntentável traz benefícios para quem vive nesse estilo e também como é possível ajudar as pessoas que necessitam nos momentos de crise e instabilidade global.

    A vida numa ecofazenda está sempre em constante movimento e aprendizado, tanto físico quanto mental. Esse caminho mostra importância de cultivar seus próprios alimentos e projetos de construção todos os dias, mesmo em momentos de adversidades.

    A quarentena e dificuldades geradas pelo COVID-19 trouxeram reflexões sobre o que poderia ser feito em benefício dos habitantes da ecofazenda e como poderia ajudar a comunidade local. Bart Bijen, responsável da Eco Caminhos, entrou em parceria com a campanha SOS Favelas, uma realização do Viva Rio e da Academia Pérolas Negras, para realizar a doação de 50 cestas básicas para famílias carentes de Cardinot.

    Além dos alimentos da cesta básica e produtos de higiene pessoal, a Eco Caminhos aumentou a sua produção e doou produtos orgânicos da horta, como alface, chicória e hortelã, e também obteve doações de outros membros da comunidade, que trouxeram couve-flor e chuchu.

    “Além das cestas, conseguimos também vários legumes, como couve-flor e alface, que estamos complementando as cestas. Gostaria de agradecer a todas as pessoas que ajudaram e que participaram da campanha. Estamos muito agradecidos em poder ajudar”, disse Bart.

    A entrega das cestas foi realizada durante um dia, com o cadastro prévio das famílias beneficiadas, espaçamento de horários para evitar aglomerações, equipe com máscaras e álcool em gel disponível para todos.

    Para disseminar esse pensamento solidário, a equipe da Eco Caminhos produziu um vídeo sobre a campanha:

     

    [cherry_video_preview source=”https://www.youtube.com/watch?v=sALqVqnqC1w” poster=”https://zieplay.com/wp-content/uploads/2020/06/sosfavela-ecocaminhos-ecofarm.png”][/cherry_video_preview]

     

    A Eco Caminhos, fazenda autossustentável localizada nas montanhas de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, Brasil, recebe voluntários de diversos países e busca alinhar a vivência em comunidade com o estilo de vida junto à natureza. O projeto reúne pessoas para aprenderem sobre permacultura, bioconstrução, agrofloresta, agricultura orgânica e a crescer pessoalmente.

  • Forma alternativa de montar a sua ecovila – Ideias pós-corona

    Forma alternativa de montar a sua ecovila – Ideias pós-corona

    Eco Caminhos é uma comunidade intencional no Brasil com o objetivo de tornar-se mais socialmente, culturalmente, economicamente e/ou ecologicamente sustentável. Com o mundo em crise, nós decidimos encontrar uma abordagem diferente para a vida. Nós, a Família Bijen (Hilaine, Bart e nossos filhos Nico e Lucas), compramos uma propriedade perto de Nova Fribrugo no Estado do Rio de Janeiro, Brasil, há cerca de 6 anos. Eu gostaria de compartilhar uma configuração alternativa para comunidades e explicar as minhas razões para fazer essa abordagem.

     

    Nossa experiência vivendo em uma comunidade antes da Eco Caminhos

    Minha esposa e eu vivemos em uma comunidade rural em um projeto de orfanato por 6 anos no Brasil. O orfanato era uma associação sem fins lucrativos com uma diretoria. Eu era parte da diretoria. Algumas famílias habitavam na propriedade rural em que recebíamos as crianças. Nós compartilhávamos uma cozinha, uma horta orgânica e tomávamos conta de 20 crianças. Grandes decisões eram tomadas democraticamente, mas nós ainda dependíamos de doações. Então eu decidi começar uma escola de Língua Portuguesa no Rio de Janeiro para gerar receita. Recentemente, a escola tornou-se a maior escola de Português para estrangeiros no Brasil.

    As coisas boas/ótimas que vivenciamos na comunidade

    • Viver simples e longe do consumo nos deixa mais felizes;
    • Ajudar pessoas necessitadas é incrivelmente recompensador;
    • Crescimento pessoal pela exposição na comunidade;
    • Percebendo que a agricultura orgânica é terapêutica e meditativa para qualquer ser humano;
    • Quando nos conectamos, nós alcançamos coisas incríveis que seria impossível de alcançar individualmente;
    • Idade não é importante. O que importa é que você se entregue à comunidade.

    Desafios que vivenciamos na comunidade

    • É realmente difícil conviver com muitas pessoas com diferentes ideias e passados;
    • Há pessoas que fazem muito e outras que fazem pouco ou nada e, ainda assim, a tomada de decisões é democrática. Isso pode ser injusto e pode causar tensões;
    • Tomar decisões democraticamente é muito devagar;
    • Depender de doações é impossível em países como o Brasil;
    • Eu senti que a nossa ecovila era separada da comunidade local;
    • Nós dependíamos totalmente de doações;
    • Todos queriam decidir onde investir e como gastar o dinheiro, mas poucos estavam preparados a arrecadar fundos.

    Depois de 6 anos incríveis, nós decidimos sair, pois não fomos capazes de superar a maioria dos desafios. Se você percebesse como é desafiador manter o seu casamento unido e forte, só imagine como fazer isso enquanto vive com várias famílias e seus filhos, cachorros e gatos. Eu percebi que nós simplesmente não estávamos evoluídos o suficiente para lidar com esses desafios. Voltamos para a Holanda para passar o tempo com a minha família e repensar o nosso futuro. Nesse meio tempo, nossos 2 filhos nasceram.

    Dois anos depois, nós chegamos à conclusão de que o mundo capitalista não era para nós e decidimos desenvolver uma abordagem diferente para a construção da ecovila – uma que usa o melhor dos dois mundos.

    Então, como funciona essa configuração alternativa de ecovila?

    Na verdade, não é tão complexo. Pegue uma vila rural comum como exemplo. Todos possuem a sua propriedade e casa com as suas regras e políticas. No nosso plano, a grande diferença é que tentamos colaborar mais, compartilhar da filosofia da permacultura, trocar conhecimento e recursos, crescer e aprender juntos. Estimulamos pessoas com essa visão para entrar na vizinhança. Haverá vizinhos da comunidade local que não vão querer se envolver de forma alguma, enquanto haverá outros que querem estar um pouco envolvidos e ainda alguns que realmente querem participar. E está tudo bem.

     

    Atualmente, nós temos 3 famílias estabelecidas que vieram morar na vizinhança para participar da nossa organização. Nós trabalhamos juntos em troca de conhecimento em permacultura, agrofloresta e bioconstrução. Nós ajudamos uns aos outros, fazemos eventos, passeio a cavalo juntos e até compartilhamos simples piqueniques. Todos podem beneficiar-se do programa de turismo, no qual oferece uma ampla variedade de opções de acomodação, conhecimento e de atividades. O sucesso dessa ecovila vai depender do nível de envolvimento da comunidade – afastando da “sociedade competitiva” para uma “sociedade colaborativa”. Nós temos um bom relacionamento com a comunidade local, pois contratamos pessoas para trabalhar na nossa propriedade, preservamos a natureza, alugamos suas casas e acomodamos turistas em suas casas.

    Geração de renda “um tópico sensível mas necessário”

    Esse é um tópico sensível se você segue grupos de permacultura e ecovila nas redes sociais. Lá existe esse sentimento de que ecovilas são somente para elites. De algumas formas, essas críticas estão certas. Como um estrangeiro no Brasil, eu sou considerado elite. Ainda assim, as pessoas tendem a esquecer como trabalhamos pesado para chegar aonde estamos hoje na Eco Caminhos. Alguns sugerem que ecovilas deveriam aceitar todos sem nenhum critério. Na minha visão, isso simplesmente não funciona. O mesmo vai para pessoas que dizem que querem viver fora da rede e não querem uma visão capitalista. Você não pode evitar o fato de que temos necessidades básicas e que não somos capazes de voltar a viver na floresta sem nenhum conforto básico e recursos.

    Aqui na Eco Caminhos, nós acreditamos que devemos usar o sistema capitalista existente de uma forma mais consciente. Nós geramos receita, mas reinvestimos socialmente, ecologicamente e culturalmente. Para atingir isso, deve haver uma balança entre pessoas que possuem capacidade de gerar renda para a ecovila e pessoas que podem contribuir de forma técnica (permacultura, agrofloresta, bioconstrução), socialmente e culturalmente.

    Até então, 30% da nossa receita é gerada pelo ecoturismo, 60% pelos programas de voluntariado pagos e 10% pelos programas de reabilitação. No entanto, esse ano, 30% será gerado por um contrato de projeto de bioconstrução que vamos fazer na região. Nossa renda é reinvestida no melhoramento da infraestrutura, comprando ferramentas, sementes, mudas, energia, comida etc.

    Responsabilidade Social

    O objetivo principal da Eco Caminhos é oferecer oportunidades de aprendizado para aqueles que precisam e estão motivados a aprender. A Eco Caminhos atualmente investe parte da sua receita e tempo em um programa social para aprendizes (atualmente temos 3). Nós também recebemos um casal de refugiados da Venezuela. Nós oferecemos acomodação, comida, treinamento em agroflorestal e bioconstrução, aulas de inglês, suporte escolar e uma bolsa auxílio.

    A equipe que contratamos são pagos acima da média, recebem 8 semanas de férias por ano, comida no trabalho e alguns ainda possuem acomodação. Nós desejamos melhorar essas condições com o tempo.

    Claro que não podemos satisfazer todos. Programas voluntários são, especialmente, desafiadores, devido a alta taxa de rotatividade. Esse constante vai e vem de pessoas dificulta para estabelecer uma cultura. No entanto, com a equipe contratada recentemente, nossos programas estão se tornando cada vez mais estáveis.

    Nós permitimos que pessoas façam parte da comunidade e da fazenda. As pessoas ficam felizes em ver o seu dinheiro bem investido ecologicamente e socialmente. Isso resulta em turistas satisfeitos, que nos recomendarão para os seus familiares e amigos e ainda darão boas avaliações no Google e TripAdvisor.  Isso resulta no aumento de interesse nos nossos programas. Ainda não somos rentáveis. Somente ano passado conseguimos cobrir todos os nossos custos operacionais. Esse ano estava parecendo ser ainda melhor, até o corona vírus aparecer.

    As coisas boas / ótimas que vivenciamos na nossa ecovila intencional

    • Há zero pressão; a colaboração acontece naturalmente;
    • Há um sentimento de independência e zero conflitos nos assuntos domésticos;
    • A tomada de decisão é rápida, pois cada família possui autonomia na sua propriedade;
    • Mais família estão juntando-se a nós, o que traz um sentimento de confirmação da nossa estratégia comunitária;
    • Há mais possibilidades de geração de renda, permitindo que mais membros da comunidade se beneficiem e garantam as suas rendas;
    • A comunidade local está se beneficiando da nossa presença. Além de preservar o meio ambiente, nós contratamos trabalhadores locais, atraímos ecoturistas, alugamos cavalos e treinamos os jovens;
    • O melhor cenário é uma comunidade ecológica próspera. O pior dos casos é que cada um possui a sua propriedade para viver ou vender;
    • Pessoas que querem participar, podem começar como voluntários (programa pago ou não) e vivenciar antes de investir;

    Os desafios

    • Montar uma ecovila é um incrível desafio, no qual exige determinação e persistência.
    • A independência exige que as pessoas gerem a sua própria renda. Para pessoas que possuem poucos recursos ou habilidades empreendedoras, pode ser difícil;
    • Ainda não alcançamos um status de ecovila madura. Todas as famílias estão estruturando as suas propriedades. Os verdadeiros desafios para o desenvolvimento da nossa ecovila ainda estão por vir.

     

    Quer entrar na nossa ecovila intencional?

    Sim, há propriedades à venda ou para alugar na vizinhança. No entanto, recomendamos que comece por um de nossos programas de turismo ou voluntariado para permitir que você nos conheça e vice-versa. Dace, Robert, Leo e Nora vieram como turistas em 2019 por 4 dias na Eco Caminhos. Eles ficaram interessados em participar da nossa comunidade e voltaram para mais 2 semanas de experiência. Recentemente eles compraram uma propriedade ao lado e estão atualmente estruturando a sua propriedade. A família também quer aplicar agrofloresta e bioconstrução e colaborar no ecoturismo para gerar renda.

    Se você deseja vivenciar a nossa ecovila intencional, nos visite! Você pode participar de um de nossos programas turísticos customizados, que podem ser de até 2 semanas. Por um período maior, nós sugerimos os nossos programas de voluntariado que podem ser de 2 semanas até 1 ano. Há programas pagos e gratuitos, depende do tempo que você quer se envolver, suas habilidades e suas necessidades. Uma vez que você sente que deseja entrar, nós adoraríamos ajudar a encontrar um lugar para você comprar ou alugar. Você também pode conhecer a região com todos os prós e contras. Quando você escolher um programa, você pode nos enviar um formulário online. Nós geralmente respondemos em até 3 dias úteis. Se você fizer uma boa proposta, nós agendamos uma entrevista para nos conhecermos melhor e esclarecer algumas expectativas.

    Quem sabe… Talvez a gente se conheça em breve!

  • Qual tragédia te representa? Ou, qual tragédia a mídia te faz representar?

    Qual tragédia te representa? Ou, qual tragédia a mídia te faz representar?

    O papel do jornalismo é – ou deveria ser –, segundo o jornalista Claudio Abramo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter. Porém, nos dias atuais, se não houvesse um tipo de seleção natural entre as mídias, onde a elite estivesse sempre à frente de qualquer verdade (como um predador), teríamos um jogo de interesses mais justo e menos caótico.

    O maior acidente ambiental do país, que ocorreu dia 5 de novembro na cidade mineira de Mariana – causada pela irresponsabilidade da mineradora Vale do Rio Doce – pode não ter sido anunciado com a mesma astúcia que o dia sangrento dos atentados em Paris, no último dia 13 de novembro.

    Tragédias e notícias ruins não deveriam ter grau de importância e, muito menos, espaços reservados na velha mídia, para que as mesmas sejam devoradas pelos espectadores de uma forma a deixarem todos obcecados pelas imagens do “outro”. E a nossa imagem?

    Não há como comparar e nem é cabível relacionar as tragédias, mas o ator social e a localização de ambas são diferentes. Houve um silenciamento da velha mídia brasileira perante a anunciada tragédia de Mariana quando os atentados em Paris ocorreram. Um esquecimento? Como esquecer dezenas de pessoas, fauna e flora devastadas pela lama tóxica por meio de uma famosa mineradora?

    Duas tragédias horripilantes. Fato. Mas, como a velha mídia e seus espectadores sedentos por informações do primeiro mundo se portaram? As notícias foram transmitidas com as mesmas nuances de importância? Ficou claro quem realmente foram os atores das tragédias? Por que mudar o meu avatar do Facebook em prol de Paris ou de Mariana simbolizaria o modo como a informação chega a você e como a absorve/consome?

    Tenho apenas as indagações. Prefiro deixar perguntas no ar para que os leitores reflitam sobre como absorvem informações e símbolos que povoam a mídia. Como diz BAITELLO Jr., Norval (2005, p. 54):

    Assim, há tempo as imagens procedem de outras imagens, se originam da devoração de outras imagens. Teríamos aí o primeiro degrau da iconofagia. As imagens que povoam nossos meios imagéticos se constituem, em grande parte, de ecos, repetições e reproduções de outras imagens, a partir do consumo das imagens presentes no grande repositório.

    Finalizo com a seguinte pergunta: Estamos ecoando o que, realmente, nos representa?

     

  • Círculos de convivência definem adoção de hábitos sustentáveis, mostra pesquisa

    Círculos de convivência definem adoção de hábitos sustentáveis, mostra pesquisa

    habitos-sustentaveis-525

    Os hábitos e o exemplo de amigos, parentes e colegas de trabalho são determinante para a adoção de atitudes relacionadas à sustentabilidade no dia a dia, diz o estudo Caminhos para Estilos Sustentáveis de Vida. Foram entrevistados homens e mulheres de diferentes idades e classes sociais. A metade deles tinha algum engajamento nesse tipo de prática e a outra metade, não. A pesquisa mapeou nove fatores que propiciam a incorporação de atitudes sustentáveis e seis situações que dificultam a mudança do modo de vida. O lançamento marca o Dia do Consumo Consciente, celebrado hoje (15 de outubro).

    De acordo com o resultado das entrevistas, para se sentir parte de um grupo, a pessoa tanto pode adotar ações em prol da sustentabilidade quanto evitar mudança de hábitos. “Tanto atrapalha quanto ajuda muito quando a pessoa consegue se sentir parte de um grupo. Quando se fala de um grupo, não é necessariamente família. É um grupo de amigos, de trabalho, é a escola dos filhos”, ressaltou a gerente de Comunicação do Instituto Akatu, Gabriela Yamaguchi. O Akatu é uma organização não governamental que trabalha pela conscientização da sociedade para o consumo consciente.

    Entre os fatores que influenciam positivamente na prática de atitudes sustentáveis foram identificados: a possibilidade de tais ações tornarem a vida mais simples, o balanço positivo da mudança de hábito, a economia financeira, a praticidade e o conforto, a oportunidade de contribuir para melhorar o mundo, a inspiração em outras pessoas, a sensação de fazer parte de algo maior, a sensação de mudar a própria vida positivamente e a possibilidade de começar com pequenos passos.

    Entre os empecilhos, foram citados a percepção de desconforto com as novas práticas, os obstáculos físicos (idade, saúde ou condição física), limitações do espaço da residência, preço mais alto, valorização cultural da limpeza (obstáculo à redução da frequência do uso de água e energia) e percepção de isolamento.

    Segundo o estudo, a participação na coleta seletiva e a reciclagem são atitudes que levam as pessoas a começar a se preocupar com o uso racional de recursos. “O primeiro pontapé é a reciclagem, o trato adequado dos resíduos. As pessoas que já estão com repertório grande entenderam como fazer a reciclagem, já deram o primeiro passo. Elas podem também estar mais abertas a dar os próximos passos”, destacou Gabriela.

    O professor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo, Ricardo Abramovay, por sua vez, lembrou que as empresas também têm papel fundamental na adoção de novos hábitos pela população. “As mudanças de comportamento das empresas são determinadas de forma muito forte por aquilo que fazem as pessoas. Corremos o risco, ao falar de mudança de comportamento das pessoas, de inverter essa equação. Como se, dadas as preferências das pessoas, as empresas se adaptam”, explicou Abramovay.

    Gabriela também enfatizou esse papel. “Quanto maior a oferta de produtos e serviços sustentáveis pelas empresas, maior pode ser também a adoção pelos consumidores. Eles são viabilizadores das práticas nas casas das pessoas”, disse. Além de oferecer os produtos, ela também ressaltou a importância da comunicação das companhias apontarem as razões de se fazer opções mais sustentáveis. “ A pesquisa tem esse objetivo: Ajudar as empresas que já estão lançando tais produtos para que sejam divulgados de uma maneira que as pessoas entendam a importância dessa troca e dessa escolha”.

    Fonte: Agência Brasil.